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Contato: mafes@uol.com.br, 55-11-4790-2455

 

 

 MISSÃO

"CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DO HOMEM E DA SOCIEDADE ATRAVÉS DO SOLO PROMOVENDO A MELHORIA CONTÍNUA DO SEU HABITAT."

 

VISÃO

"SER UMA EMPRESA LIVRE PARA DESENVOLVER UMA AGRICULTURA INSERIDA NAS LEIS DA NATUREZA COM ALTA PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA ECONÔMICA."

 

VALORES

"VÁRIOS CORPOS, UM SÓ ESPÍRITO.

DEDICAMOS A TECNOLOGIA PARA POTENCIALIZAR O CAPITAL E O TRABALHO.

A NATUREZA LEVOU MILHÕES DE ANOS PARA CONSTRUIR UM SOLO FÉRTIL, NA AÇÃO CORRETA RECONSTRÓI RAPIDAMENTE POR SER MÃE.

PARA QUE O HOMEM POSSA CHEGAR MAIS PERTO DELA, A MÃE NATUREZA CRIA UM CAMINHO PRÓPRIO PARA CADA UM"

 

HISTÓRIA E FILOSOFIA MAFES

Iniciei a Mafes em 1980 após uma falência agrícola plantando batatas.
Reuni os funcionários e comuniquei que iria parar com a agricultura e iniciar a fabricação de implementos agrícolas, e os liberei para quem quisesse sair, ao mesmo tempo, convidei a ficar comigo quem quisesse iniciar nesta nova atividade.
A proposta era se aceitasse apenas tendo o que comer, pois salário eu não tinha condições de pagar. Sobraram cinco funcionários e a minha mulher para me acompanhar.
Desde então, até o dia de hoje, muitos fatos aconteceram. Numa viagem a trabalho no dia 10 de junho de 2005, o Sr. Reginaldo Nacata da IHARABRAS me presenteou com um livro que ele estava lendo e que seria a base da filosofia adotada para a empresa pelo presidente Sr. Kunikazu Ninomiya. Li o livro em uma noite, por tantas respostas que pude encontrar. De tudo que li nos meus 52 anos de idade, este fora o que me deu a luz para o que buscava.
Muitas teorias sobre administração, conduta moral e princípios financeiros não haviam me despertado seguir, pois segundo essas teorias, eu jamais deveria ter iniciado a atividade e muito menos conseguido sobreviver por 25 anos.
Comecei e estou ainda em atividade porque ninguém me convenceu que a Mafes fosse inviável e que meus princípios estivessem errados.
Porém, encontrei tanta afinidade com o pensamento do Sr. Kazuo Inamori que realinhar os conceitos da Mafes e da minha vida tornaram-se absolutamente prioritários, pois através dela é que tudo ao nosso redor irá se movimentar.
Há muitos pontos vagos na minha mente que aliados aos princípios do Sr. Kazuo Inamori conseguirei concluí-los, é este o motivo de começar a escrever “Compreendendo a Mafes aos 25 anos”.
O título se deve ao fato de compreender porque a Mafes com tantas dificuldades que veio passando nestes 25 anos sobrevive até hoje, o que são valores que ela acumulou e quais as perspectivas para o futuro.
Muitos homens escreveram a história sobre o seu sucesso e com isto servem à humanidade levando luz para a concretização de muitos sonhos.
O caso da Mafes não é uma história convencional de sucesso, nem tem tal pretensão, o que tenho como objetivo é registrar o que nos levou a resistir estes 25 anos de árdua batalha dentro de uma trincheira.
Nestes 25 anos vi muitas empresas nascerem, crescerem, morrerem e seus fundadores mergulharem em depressão, suas famílias se destruírem e casos de suicídio.
Também pude ver casamentos pomposos cheios de assédios e festas milionárias naufragarem e muitos casais simplórios que duraram até a morte.
Quero com esta história registrar a minha gratidão pelos funcionários e a minha família, e que a história deles possa ajudar pessoas e empresas prestes a desistir da luta, ou a crer que a honestidade não tem espaço numa era de tanta corrupção e imoralidade que o Brasil está descobrindo e compreendendo que sempre houve.

 

CRIAÇÃO DA MAFES

Ao voltar do cursinho para o vestibular de engenharia em julho de 1973, após anos de luta contra cirurgias e infecções hospitalares, vi meu pai acamado, trêmulo de frio e dor. Durante as férias trabalhando, decidi que não mais voltaria a estudar para o vestibular, senti que o meu momento chegara e que dali para frente teria que assumir o comando da família.
Estava fazendo curso de Administração à noite quando um dia, pulverizando até o anoitecer, meu pai, que estava acamado e com dreno no abdômen chega ao campo dirigindo como um louco, desce do carro segurando o dreno e grita “larga isso e vai para a escola!”.
Esta é uma imagem que enquanto a minha consciência estiver acesa eu não irei esquecer, pediu-me para abandonar o trabalho, mas não abandonar os estudos, mesmo colocando em risco a própria vida. Creio que este fora o sentimento de todos os imigrantes japoneses pelo qual eu sempre me curvarei. Quando assumi o comando, o método de trabalho no plantio da batata consistia em arar, gradear, sulcar e o resto era à mão (adubar, plantar, cobrir a semente, amontoar e colher).
Esta definitivamente não era a agricultura que gostaria de fazer, propus a mim mesmo que só ficaria com a agricultura se vislumbrasse a possibilidade de transformá-la em uma empresa de nível global.
Para tanto, teria que definir o processo de produção, criar máquinas adequadas e criar equipes de trabalho, pois sozinho seria impossível, isto sem falar do tempo e do capital para criar e sustentar esta estrutura.
Tive que parar de plantar por 25 anos, mas o objetivo nunca mudou, optei por ser fabricante de máquinas para a batata justamente para ter em mãos o que não tinha há 32 anos. Começar do melhor capim, seguido da melhor correção do solo, preparo físico, nutrição plantio, irrigação, trato cultural e colheita adequados ao solo e clima tropical, o que na época não havia.
A minha decisão de montar a empresa agrícola era incondicional se não há máquina, constrói-se, se não há tecnologia, cria-se. Esta determinação era porque ignorava a complexidade do assunto e no caminho que teria que passar.
Cada vez que um espinho entrava no meu pé, achava que vencido este não teria mais, até hoje penso assim, caso contrário, vamos sofrer por antecipação e desistiremos.
A marca Mafes fora criada no ano de 1978, quando contratamos um técnico para iniciar o projeto de uma plantadora de alho para implantar um projeto de 4000 ha nos cerrados de Brasília, o objetivo era de se criar maquinas para suprir as necessidades da agricultura a após aprovadas, serem comercializadas, donde surgiram as iniciais de Máquinas Agrícolas da Fazenda Experimental Sako. Somente dois anos depois de criada a marca, efetivamos a vida da empresa, ao adquirir algumas máquinas operatrizes com a venda do motor de um caminhão que restara.
Dessa forma, em 1980, iniciamos a produção de uma adubadora para batata no sitio da família em Mogi das Cruzes.
Quando avançamos os estudos para a plantadora, é que comecei a descobrir a complexidade da bataticultura e a plantadora não decolava. Por conta dela, descobri que se não fizer um bom preparo de solo, a plantadora perde para o plantio manual. O estudo do item “Bom preparo de solo” consumiu de 1985 até hoje. São 20 anos para entender o básico do que seria solo produtivo e supressivo aos patógenos, para desenvolver as máquinas que produzam este solo, juntamente com a complexidade que envolve a compostagem da matéria orgânica dentro do solo.
Nestes 25 anos de pesquisa a luta por recursos de sobrevivência e investimento em desenvolver todo um complexo de mecanismos que não havia similares no mercado para nos guiar, consumiu muitos investimentos para um mercado muito pequeno e disperso - até 1800 km de distância entre clientes para vender e oferecer assistência, pois o pequeno mercado inviabiliza criar revendedores especializados em cada região, dessa forma optamos por venda direta.
No Brasil, as máquinas agrícolas são comercializadas por revendedores de máquinas que se especializam em mecânica.
Os adubos e defensivos por revendedores de defensivos que possuem agrônomos para realizar a assistência no campo da agronomia.
Desistimos de utilizar os canais das revendas de máquinas para nossas vendas, pois as máquinas da Mafes por serem inovadoras em conceitos mecânicos e revolucionários em conceito de plantio, as revendas não conseguiam fazer a entrega técnica muito menos o papel de extensionista rural, afinal o ramo é mecânica, não agronomia.
Como as revendas de defensivos possuem agrônomos para assistência pensei em utilizar este canal para as nossas vendas, porém os revendedores de defensivos não possuem infra-estrutura, ferramentas, e pessoal especializado além de termos uma grande dificuldade em passar o conceito de plantio que contradizem a muitos paradigmas adquiridos nas escolas e nas literaturas. Afinal em quem acreditar? Em uma corrente de princípios defendidos por uma classe cientifica ou de um técnico de nível médio ainda mais em mecânica e nenhuma formação agronômica?
Como o meu objetivo com a Mafes fora o de desenvolver um equipamento que concretize a produtividade com baixa relação custo/benefício, sustentabilidade e competência crescente, ou seja, no mesmo solo, produzir cada vez mais, o que obrigatoriamente significa ecologicamente correto. Nosso foco deixou de ser o cliente, e sim a batata.
Numa escala de valores e prioridade:
1º A batata
2º A sustentabilidade e o meio ambiente
3º A empresa
4º O agricultor
5º O canal de venda.
Se o meu foco forem bens de consumo, o foco seria o consumidor. Mas se projetasse a máquina tendo como foco o produtor, não conseguiria desenvolver a máquina da forma que eu enxergava a batata e o solo, e a tecnologia não atingiria os níveis de produtividade que pretendia.
A conta que fiz foi: se não é difícil encontrar pés de batata que produzem 2kg/pé e se planto com distância entre plantas de 0,30 m e entre linhas de 0,9 m em 11.110 m (que corresponde a 1 ha), produzo 74.066 kg e a produtividade máxima que eu conseguia atingir na época era de 25.000 kg, a eficiência seria de 33,75%, portanto, tenho um espaço de evoluir mais 49.066 kg/ha para atingir o potencial genético que um ponto da tecnologia da época já permitia.
Analisando pontualmente a produtividade, a conclusão que cheguei acerca da necessidade foi:

  1. Melhoria da qualidade da semente;
  2. Melhoria da correção química, física, hídrica, oxigenação, edafon e matéria orgânica livre (MOL) no solo;
  3. Melhoria da supressividade dos solos aos patógenos;
  4. Melhoria na cobertura dos defensivos;
  5. Melhoria na gestão operacional.

Naquele ponto, estes itens permitiram produzir 2 kg e noutros menos, a tecnologia a ser desenvolvida não era milagrosa, é com que eficiência, com o auxílio do capital, trabalho, tecnologia e criatividade se poderiam reproduzir os 74.066 kg/ha.
Chegamos à eficiência no aumento da produtividade de 15 a 30%, porém somente pessoas altamente criteriosas conseguem executá-las, pois temos que dedicar uma atenção muito maior a vários detalhes para se ter no final, solos em condições semelhantes para cada pé de batata. Aos agricultores de áreas extensivas e que têm dificuldades em administrar estes detalhes o sistema não é aconselhado.
Agricultores de médio porte, criterioso na execução são os clientes ideais. Após dominar a tecnologia perceberá o quanto é fácil aplicá-lo em escala, mantendo a uniformidade da qualidade que o sistema propõe.
Toda vez que encontrava um obstáculo com o cliente, além de me esforçar em entender os fracassos de venda pensava que se desistisse não iria conseguir concluir a máquina que planta a batata corretamente, então pensava e até hoje penso, mesmo que seja somente para mim, não irei parar, o destino deixo nas mãos de Deus e vou concluir os projetos, afinal, se não tiver dinheiro, posso resistir com o mínimo, se não tiver conhecimento posso buscá-lo, se não tiver idéias posso esperá-las, e assim defendi para a Mafes os 25 anos de tempo.
.           Definitivamente esta não é a maneira de conduzir um negócio no regime capitalista, porém, não vejo como convencer alguém a investir num projeto tão complexo e de mercado tão pequeno, sempre acreditei que este teria que ser um trabalho de governo, porém, no Brasil de hoje é impossível ser valorizado um trabalho como o nosso, portanto, quem acredita deve investir. Eu acredito na possibilidade de aumentar em mais de 50% a eficiência no cultivo da batata, o valor que isto significa em termos de receita ao produtor, economia de divisas do país, barateamento de alimentação do povo brasileiro e a recuperação do meio ambiente é gigantesco. Se isto não vale uma existência como brasileiro eu não saberia o que fazer da minha vida neste país.
O segredo desta resistência está em ter condicionado a minha luta na presença do sol tropical, quando ausente, a luz da lua; quando não, a luz de uma estrela, quando a nuvem a cobria, a luz de um vaga-lume e quando a treva era total, me guiava pela luz dos meus sonhos.
Assim, graças à treva, pude perceber uma pequena mancha, menos escura, que à medida que fui limpando fora se agigantando e descobri que aquela era a minha verdadeira alma, por desleixo ou intencional fui deixando encobrir pela poeira ao longo do tempo e ela é uma fonte inesgotável de luz e a sua intensidade não distingue raça, crença, cultura ou fisotipo, e todo ser humano possui. Nascia ali a Mafes que passava a acreditar nas pessoas e o desafio passou a ser como trazer à tona essa luz nas pessoas que se relacionam com a empresa começando da família dos funcionários, dos fornecedores e dos clientes.
É inegável que todas as plantas e seres vivos lutam com todas as forças para nascer, crescer, reproduzir e depois morrer.
O ser humano é o único que consegue atrapalhar a manifestação desta força através do ego, modo de pensar e índole, impedindo que ela se aflore, esta força é a luz, a alma a que me refiro.
Portanto, se nós, como as plantas, guiamos pela natureza de nossa alma, iremos sentir a alma da planta e saberemos como plantá-la e tratá-la. Deste convívio brotou a minha paixão pela agricultura.
O Sr. Kazuo Inamori diz com outras palavras: “Acredito sinceramente que uma pessoa pode encontrar a verdade na vida e até compreender o universo concentrando-se em uma coisa e tornando-se perito nela.
Um monge que se disciplinou e elevou seu caráter pode muitas vezes ensinar grandes verdades mesmo em campos completamente diversos de sua experiência pessoal. Pessoas que trabalham arduamente para dominar alguma habilidade como: pintura, crítica literária ou qualquer outra coisa podem partilhar semelhantes introspecções”.
Estas palavras me fazem lembrar que por não sentir nem entender absolutamente nada de batata, um dia me ajoelhei de frente para um pé de batata e segurando uma folha, eu murmurei sozinho, no meio das plantações, “Como você está? Como posso sentir e entender como você está?” Desse dia em diante sinto que algo mudou em mim em relação à planta, passei a perceber mais as suas sutilezas e a amar mais a terra e tudo que se relaciona com ela.

 

                                                                                                           Roberto Shiniti Sako


Para conhecer melhor a história e a filosofia da Mafes, Faça o download do relatorio completo no link abaixo.

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